sábado, 5 de julho de 2014

“A morte é para a vida toda.”

[RESENHA]

Título: Adeus, Por Enquanto
Autora: Laurie Frankel
Editora: Paralela
Páginas: 320
Ano: 2013
Tipo: Livro Único
3 estrelas

Sinopse: A talentosa autora de Atlas do Amor inova em seu segundo romance, no qual conta a história do jovem casal que estendeu seu amor para além dos limites da vida. Não é milagre e nem magia, é pura ciência da computação. Graças ao software que Sam Elling, um divertido programador do MIT, desenvolve, torna-se possível conversar com projeções perfeitas de pessoas queridas que morreram. Assim, ele ajuda sua namorada a superar a perda recente da avó, mas não esperava que um dia fosse precisar se tornar usuário de seu próprio programa...


Eu tenho que fazer uma observação que, quando eu comecei a ler esse livro, acabei sendo extremamente influenciada porque, não faz muito tempo(aliás, pra qualquer outra pessoa que nunca perdeu um ente querido, deve de fazer um tempo pra caramba, mas para quem perdeu uma pessoa sabe que isso vai demorar muitos anos para você superar o fato do falecimento), fazem oito meses que a minha tia faleceu(ela era como uma mãe para mim). No início do livro ocorre a morte de uma pessoa e Sam acaba sendo impelido a construir o RePose, ou o Dead Mail (como eles chamam no livro). A primeira coisa que eu pensei é ”não vai rolar,não é uma boa ideia prolongar isso a um tempo impossível”,porque eu já passei por isso e sei que prolongar essa situação só piora as coisas. Porém, no final, eu não sei se eu aceito ou não o RePose. Acredite, se você teve essa experiência de luto/morte antes da leitura, você vê a história de uma forma diferente. Eu tenho a impressão que, se eu tivesse lido Adeus, Por Enquanto  antes de passar por essa experiência, a minha visão seria completamente diferente. Você encontra muitos conceitos de morte na história: a morte de uma filha, a morte de um marido, de seus pais, dos seus avós, dos seus tios,sobrinhos, melhores amigos. A autora conseguiu pegar todas essas situações, mas principalmente o sentido do luto: a dor excruciante que é aquilo, e de como nada muda e ao mesmo tempo tudo muda, como a vida vira de cabeça para baixo, e que tudo o que você quer é que as pessoas sejam imortais e que aquela pessoa não tenha morrido. Resumindo, os sentimentos são muito bem detalhados.
Os personagens não foram totalmente desenvolvidos, mas eu amei a forma como Laurie Frankel os colocou no livro, colocando vários toques de realidade, o sentido de vivo em cada gesto ou fala.
 A diagramação é ótima, a leitura flui e você não consegue ler sem um pote de brigadeiro. :)


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